COMO FOI CONSTRUÍDO ESTE LIVRO



A concretização do livro Vida Inteligente na Amazônia – caravana das águas – ambiente e cultura deve-se ao desejo dos diretores do IDA (Instituto de Divulgação da Amazônia) de realizar uma obra que possa influenciar na discussão dos temas centrais relativos à Amazônia, ao relatar projetos individuais, coletivos, estatais, comerciais, que revelam inteligência no uso do tempo, dos recursos físicos e financeiros.

As pessoas envolvidas na direção deste projeto, apesar de exercerem outras atividades, dedicaram noites, domingos e feriados para a construção da obra. A qualidade buscada influenciou no aprimoramento constante do conteúdo e da redação.

Os textos foram várias vezes alterados para se chegar a uma redação clara e acessível para o ensino fundamental, sem perda do nível do conteúdo.

A pesquisa foi realizada com os pequenos recursos financeiros do IDA, que tem como projeto principal a manutenção de uma área de 3.000 hectares (5 km x 6 km ) de floresta nativa no município de Tailândia (Pará), onde se realiza, além da preservação da mata, o enriquecimento florestal com mudas de árvores nativas da Região Amazônica.

Em outro ramo de atividade, apoia comunidades vizinhas de Reserva Florestal através de cursos sobre cultura agroflorestal e doação de mudas de frutas para produção familiar: cupuaçu, pupunha, banana e Castanha-do-Brasil, em parceria com o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, (Convênio n° 037/2003 com duração até 2006). O FNMA financiou e o IDA administrou e deu sua contrapartida financeira (secretário, escritório, luz, água, lanches) e trabalho não remunerado de sua diretoria.

O próprio Instituto, em parcerias diversas, produz as mudas de árvores e frutas que planta. Trata-se, principalmente, de freijó, ipê, cupuaçu selecionado orgânico, cupuaçu selecionado temporão, mogno, andiroba, copaíba, pau-rosa, teca, nim, samaúma, Castanha-do-Pará (também chamada de Castanha-do-Brasil) e outras espécies. A associação também cultiva árvores frutíferas selecionadas conhecidas como açaí, mangostão e pupunha, com produção de frutos orgânicos.

Os autores, ao escreverem Vida Inteligente na Amazônia – caravana das águas, visaram mostrar que há na Região Amazônica condições profissionais (trabalhadores, técnicos, professores e pesquisadores) de encaminhar de maneira sustentável a produção de alimentos e a geração de renda, sob uma forma moderna de exploração da natureza e da biodiversidade.

A pobreza extrema, a situação física, com suas raras belezas, as enormes distâncias geográficas e as doenças tropicais na Região Amazônica exigem uma compensação por meio de políticas públicas nacionais e mundiais.

Note-se, há pessoas, empresas, órgãos públicos e privados capazes de serem instrumentos humanos no quadro social e na forma de conduzir a economia da região de forma inteligente.

Nosso público Esta obra é dirigida a alunos e professores do ensino público, como também a todas as pessoas interessadas nas histórias e experiências vividas na Amazônia.

Tem como objetivo tornar essas informações mais acessíveis ao povo brasileiro, já que não há no mercado nacional e regional amazônico um livro didático ou paradidático com a visão geral e crítica trazida por esse trabalho. A obra oferece uma visão de projetos específicos da Amazônia, atualizada quanto a ações da sociedade civil amazônica organizada, crítica, construtiva e ética ao mesmo tempo.

O livro resulta da decisão dos autores de oferecerem aos leitores do Brasil e do exterior um livro construído por gente que vive a realidade amazônica, mora na Amazônia e estuda as questões desta vasta e vital região do planeta. É um capricho, uma joia que foi esculpida, trabalhada pela autora e autor ao longo dos anos amazônicos. Joia que poderá ser apreciada, criticada e melhorada no futuro pelos próprios autores ou outros escritores.

Evitamos o erro de apenas elogiar o panorama existente, mas sim mostrar da forma mais precisa possível a realidade da região, ao tomar casos concretos como exemplo de Vida Inteligente.

Também evitamos apenas pousar os olhos nas denúncias da devastação e na óbvia violação dos direitos humanos. Mostramos que existe um povo amazônico que opera e trabalha na região. É urgente, necessário e importante dar visibilidade a essas ações.

Construção Nosso primeiro projeto previa a construção de apenas uma obra, “AMAZÔNIA – FRONTEIRA E INTERNACIOLIZAÇÃO DE CONFLITOS – o aviamento das brasileiras trabalhadoras do sexo no Suriname ”, que foi escrito por um dos autores deste livro e editado pelo IDA.

Depois o livro Vida Inteligente na Amazônia – caravana das águas – ambiente e cultura , voltado para o ensino fundamental, nasceu da vontade dos diretores do Instituto de Divulgação da Amazônia de editarem um livro que relatasse fatos e órgãos públicos na história recente da Região Amazônica. Os dois livros resultaram da dedicação de vários anos de trabalho.

Começamos com uma pesquisa em diversas escolas da rede pública e particular de ensino do município de Belém (PA), com aplicação de questionários a professores de História e Geografia, da rede de ensino público e particular, nas seguintes escolas: Instituto Modelo , na época escola particular, Colégio Estadual de Ensino Médio Santa Maria de Belém , Escola Estadual Placídia Cardoso, Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Arthur Porto e Grupo Educacional Ideal (escola particular).

Com essa pesquisa buscamos saber como abordavam o assunto Amazônia em sala de aula e quais as bibliografias adotadas.

De posse dos questionários, partimos para o estudo das bibliografias mencionadas pelos educadores. Porém, essa referência era insuficiente e as informações contidas nos livros indicados eram frágeis ou não didáticas. Foram consultados dezenas de livros e revistas. A bibliografia está no nosso site www.idamazon.com.br.

Após ampla análise percebemos que várias dessas fontes apresentavam lacunas nas informações sobre a Região Amazônica, principalmente com relação à atuação de inteligentes pessoas que vivem nesta região, nascidas na Amazônia, ou migrantes nacionais ou imigrantes que vieram de diversos países, de associações civis e órgãos governamentais.

Em resumo, estamos falando de um intenso trabalho de pesquisa com o objetivo principal de informar de maneira didática, crítica e ética, leitores amazônicos e brasileiros em geral, sobre uma das mais importantes regiões do planeta.

A maioria dos capítulos foi escrita em 2005, mas alguns deles foram atualizados posteriormente, caso do “Projeto Sementes do Amanhã”, “Associação dos Empregados do Banco da Amazônia”, “Instituto Evandro Chagas”, “Museu Paraense Emílio Goeldi–PA”, “NAVEGAPARÁ – Internet Gratuita” e “Chão Legal – Programa Municipal de Regularização Fundiária no Município de Belém - PA”.

Nossa equipe A redação final da obra Vida Inteligente na Amazônia – caravana das águas – ambiente e cultura foi de Armando Zurita Leão, Auditor da Receita Federal do Brasil (aposentado em 2007), economista (UFPA), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUC-SP), Especialista em Estado e Fronteira (UFPA), Professor de Direito Tributário, Direito Financeiro e de Legislação Tributária e Política Fiscal, na Universidade Federal do Pará (aposentado em 2010), Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP-2006), advogado, estudioso das línguas estrangeiras espanhol, inglês, italiano e francês.

O roteiro e a pesquisa ficaram sob a coordenação de Armando Zurita Leão e de Maria do Socorro Lucas Bandeira, especialista em Currículo e Avaliação da Educação Básica e especialista em Saúde Pública, pela Universidade do Estado do Pará e Pedagoga na Secretaria de Educação do Pará, por concurso público. Os autores doaram os direitos autorais ao IDA, do qual são diretores.

O livro também contou com a colaboração dos pesquisadores Maria José Barbosa (“Liberdade Vigiada – Adolescente infrator – Fundação da Criança e do Adolescente do Pará”); Norma Maria Bentes de Sousa (“Luta das Mulheres na Zona Franca de Manaus”); Leila Jinkings (“Livreiro, maranhense, na resistência democrática”); Marcelo Martins (“Poliglota na Amazônia”) e Manoel Imbiriba Júnior (“Licença para Alterar o Ambiente”).

O livro Vida Inteligente na Amazônia contou com a colaboração dos seguintes profissionais de comunicação: Kelly Kalynka (“Isa Cunha – uma história de fibra e coragem”); Etiene Angelim Moraes (“Casa própria, com madeira apreendida pelo IBAMA”); Fabiana Gomes de Souza (“Pesquisas da Embrapa – Belém”); Luiz Flávio (“Financiamento Público – Verba Constitucional”); Osvaldo de Jesus Maciel Carneiro (“Educação Popular – Santarém–PA” e “Centro de Tecnologia de Madeira-Santarém- PA”) e os capítulos (“Associação dos Empregados do Banco da Amazônia – AEBA”; “Chão Legal – Programa Municipal de Regularização Fundiária no Município de Belém - PA”; “NAVEGAPARÁ – Internet Gratuita”; “Receita Federal do Brasil na Amazônia” e “Sentidos da Amazônia”) tiveram a colaboração do estagiário Stalin Braga de Lima – UFPA – Geografia. Os capítulos “Chão Legal – Programa Municipal de Regularização Fundiária no Município de Belém–PA” e “Preservação do Peixe-Boi em Manaus–AM” tiveram a colaboração de Kelly Chaves Tavares, graduada em História e Pós-Graduada em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará, com redação final feita pelos autores.

Dayane Dantas graduanda do curso de Engenharia Ambiental pelo IESAM – Belém – PA, colaborou em 2016, na atualização do capítulo Museu Paraense Emílio Goeldi.

O manual do professor foi elaborado por Camila Queiroz, profissional de Comunicação Social – Jornalismo, pela Unama, com redação final dos autores.