Denúncia



1) O Instituto de Divulgação da Amazônia, coloca a público o que vem ocorrendo na área do projeto Uirá na cidade de Tailândia-Pa.

Nessa cidade o Instituto de Divulgação da Amazônia mantém uma área de preservação florestal com 3.000 hectares de floresta nativa, como a natureza a fez. São ipês, angelins, jatobás, acapus, maçarandubas e dezenas de espécies florestais, além da diversidade insetos e animais naturais da floresta, presentes na cadeia alimentar.

Esta área é controlada pelo presidente Instituto de Divulgação da Amazônia desde 1975. O IDA foi criado principalmente para preservar este importante corredor ecológico. O Instituto se mantém firme na convicção de não realizar exploração florestal ou derrubar árvores para venda, pois entende ser de suma importância preservar sua vegetação primitiva, para pesquisa e coleta de sementes naturais para produção de mudas dessas espécies florestais. Também é importante manter um corredor florestal junto com ares florestais vizinhas do Projeto Uirá.

Tanto que esta discutindo parceria com outras associações e órgãos de pesquisa para trabalhar para o futuro.

2) Ocorre que essa preservação vem enchendo os olhos de um tipo específico de explorador de madeira, ao qual não interessa a "preservação da mata". A este tipo interessa apenas a retirada de madeira, clandestinamente, da floresta. Não investe nada, não preserva, simplesmente rouba.

O Instituto de Divulgação da Amazônia fez denúncias por três vezes ao IBAMA. Não se trata de ser contra a exploração de madeira. Trata-se, sim, de manter o direito de preservar, e plantar mais árvores que em breve serão matéria prima da industria de artefatos de madeira.

A exploração florestal poderá vir a ser considerada trabalho nobre se a gestão da floresta observar regras de direitos humanos e ambientais. Tanto o IDA e seus diretores não são contra a industria florestal/artefatos de madeiras, que plantam árvores que serão abatidos quando adultos. Se de um lado há a proteção da beleza da floresta, de outra face, há o pragmatismo econômico de médio prazo.

2.1) O Instituto de Divulgação da Amazônia não possui exército particular para barrar esse tipo de ladrão de árvores, que vende essas toras no mercado ilegal.


Novas Informações


No dia 22/02/2001 o IBAMA enviou fiscalização à área, para atender denúncias vindas da região; consta que houve apreensão de caminhões com toras de madeira e trator esteira.

Em 2003, houve denúncia de furto de madeira na área do Projeto UIRÁ; um segurança que presta serviços para este Instituto, foi de Belém-PA para Tailandia-PA no dia 08.07.03, com finalidade de averiguar se a denúncia era verdadeira.

Ao chegar no local, o segurança percorreu a área, chegando até a divisa do Projeto com a área do Sr. Agostinho Pereira. Observou assim um clarão aberto com oito árvores de massaranduba cortadas e uma árvore inteira no chão, ao caminhar um pouco mais, ouviu barulho de motosserra e viu várias toras prontas na piçarra da pista principal, próximo a área do Projeto Uirá. Quatro caminhões foram usados para esse furto.

Ao tomar conhecimento deste crime ambiental e econômico, o I.D.A. procurou o IBAMA e Delegacia de Polícia Estadual de Tailândia, e solicitou providências para reprimir essa devastação com furto de madeiras. Um inquérito policial foi instaurado. Foi proposto ação penal e econômica contra os furtadores. Espera-se, agora a decisão do Juiz da Comarca de Tailândia-Pará.

Temos esperanças de que seja possível a quem quiser, manter a mata nativa, para o bem de todos e produção de sementes para novas mudas de árvores.